Escrito por Bruno Farias no primeiro semestre de 2007. Foi apresentado como trabalho acadêmico final na cadeira de "Metodologia científica e pesquisa em comunicação", ministrada por Daniela Pistorello. O projeto de pesquisa visava analisar a divulgação do turismo de Florianópolis, estudando o que iniciativa privada e os governos Federal, Municipal e Estadual estavam fazendo para comercializar Florianópolis turisticamente, e de que forma isso estava sendo feito.
Vale lembrar que o modelo estruturado foi fornecido pela Faculdade Estácio de Sá/SC:
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Faculdade Estácio de Sá - São José/SC - Jornalismo
Cadeira: Metodologia Científica e Pesquisa em Comunicação Social
Orientação: Prof. Daniela Pistorelo
Autor: Bruno Martins Farias
PROJETO DE PESQUISA – Formas de Divulgação do Turismo em Florianópolis
1 INTRODUÇÃO
O projeto de pesquisa em questão é um estudo que visa analisar a divulgação do turismo de Florianópolis. Queremos saber o que a iniciativa privada e os governos Federal, Municipal e Estadual estão fazendo para comercializar Florianópolis, e de que forma isso está sendo feito. Também iremos atrás de dados oficiais da SANTUR e da SETUR quanto à finalidade de vinda dos turistas à capital e usaremos as pesquisas oficiais como modelo para que possamos fazer também uma versão extra-oficial da pesquisa, por amostragem, nos destinos turísticos divulgados.
Segundo o site de divulgação do Governo do Estado, a capital de Santa Catarina reúne conforto e agitação de centro urbano desenvolvido, ao mesmo tempo em que oferece oportunidades de contato íntimo com a natureza. Mar, morros e bosques de Mata Atlântica compõem um cenário deslumbrante. A herança dos colonizadores açorianos acrescenta charme e história às belas paisagens, tornando a cidade um centro de turismo internacional. Florianópolis, também conhecida como Ilha de Santa Catarina, é uma cidade especial. Quase todo o seu território fica numa ilha, apenas alguns bairros situam-se na península continental. Entre todas as cidades brasileiras, é a capital com melhor qualidade de vida do país – combina conservação do meio ambiente e do patrimônio histórico com elevadas taxas de escolaridade e renda da população, e uma boa infra-estrutura urbana e de serviços. A natureza é espetacular. Praias magníficas – são 100, de todos os tipos, desde mar grosso com grandes ondas até enseadas abrigadas – morros cobertos com vegetação de Mata Atlântica, ilhas, restingas, dunas, manguezais e lagoas. Cerca de 45 % da ilha é área de preservação permanente. A forte influência dos fundadores portugueses, e dos colonizadores açorianos, é percebida na arquitetura, na culinária e nas manifestações culturais e religiosas. Há bons hotéis, pousadas, restaurantes, shoppings, aeroporto internacional e vida noturna agitada. O turismo é a principal atividade econômica.
O Ministério do Turismo realizou em junho de 2006, em São Paulo, o II Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, uma mostra de resultados das ações desenvolvidas pelo Programa de Regionalização do Turismo, que busca a ampliação da oferta turística nacional. O Salão do Turismo é uma estratégia de mobilização, promoção e comercialização de produtos turísticos lançado pelo Governo Federal em 2004. O Salão do Turismo – Roteiros do Brasil teve um público visitante de 109,4 mil pessoas nos 5 dias do evento. Já a divulgação feita pela iniciativa privada é feita principalmente através de mapas da cidade onde a publicidade banca os custos da produção deste material, depois que os turistas já chegaram nos BITs em diversos sites e portais comerciais da internet. A SANTUR, órgão estadual, apóia a elaboração de Circuitos Turísticos Integrados, a partir de temas especializados, e atua junto aos principais mercados emissores do Brasil e do Cone Sul da América, através das seguintes estratégias: Ação com jornalistas especializados em turismo e economia; Visitas aos agentes de viagens; Participação nos principais eventos da atividade; Distribuição de material promocional em shoppings centers e aeroportos; Encontros comerciais. A SETUR basicamente mantém os Balcões de Informações Turísticas, chamados por nós de BITs, onde são distribuídos os panfletos e mapas feitos tanto por órgãos governamentais como por iniciativa privada, e mantém funcionários prontos para receberem os turistas e orientá-los pessoalmente sobre o que podem fazer na cidade e como chegar lá.
O governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, enfatiza em sua declaração no Guia da ABRASEL de 2005 as nossas belezas naturais, mas o enfoque principal em sua carta é facilmente perceptível: a possibilidade de investimentos no mercado do turismo e do lazer. Fala da qualidade dos empreendimentos e da competência dos empreendedores, capazes de erguer grandes hotéis, dos parques temáticos e também dos centros de convenções e exposições, hoje em dia o um dos mercados mais visados na cidade de Florianópolis.
Durante o inverno, essa gigantesca rede de hotéis, bares, restaurantes e parques sofre uma considerável diminuição no número de clientes, e é nessa hora que o turismo de eventos mostra a que veio. A grande quantidade de hotéis com centros de convenções, e de empresas prestadoras de serviços de alimentação, limpeza, hospedagem, transporte e organização de eventos que sobrevivem graças a esse mercado durante a baixa temporada corroboram a importância deste estudo.
O turismo da capital, por ser divulgado tanto pelos governos municipal e estadual quanto pela iniciativa privada, necessita de um estudo detalhado sobre o que cada um deles faz em prol da divulgação do turismo na capital, e ver que efeitos foram causados pela atuação de todos eles. O objetivo disso é justamente compilar estudos das universidades da região à respeito do turismo e de sua divulgação, buscar dados governamentais fazer uma pequena pesquisa por amostragem nos locais mais visitados, para cruzar com os dados oficiais.
2 TEMA E PROBLEMA DE PESQUISA
De que forma o governo e a iniciativa privada comercializam Florianópolis como destino turístico?
3 OBJETIVO GERAL
Descobrir de que forma o governo e a iniciativa privada comercializam Florianópolis como destino turístico.
4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Estudar a bibliografia indicada;
- Buscar Panfletos Disponíveis que falem da cidade nos Balcões de Informações Turísticas;
- Buscar na SETUR e na SANTUR uma relação das realizações do Estado de Santa Catarina nos últimos 2 anos em relação à divulgação do Turismo na capital;
- Procurar SETUR resultados da pesquisa feita com turistas nos BIT quanto a motivo da viagem, duração, destino, expectativa, etc;
- Analisar os Materiais coletados;
- Elaborar e apresentar a Conclusão.
5 JUSTIFICATIVA
A motivação social é no sentido de que o turismo é um grande vetor de emprego e renda, e também econômica, sabendo que é uma área que contribui consideravelmente para o orçamento do Estado. Terá uma relevância social muito grande pois poderá futuramente causar a geração de muitos empregos para a população e muitos lucros para os estabelecimentos comerciais localizados aqui na cidade.
Minha motivação pessoal é puramente financeira, pois receberei um salário ao realizar essa pesquisa, quando houver verba. Também quero aprofundar meus conhecimentos a respeito de turismo para que eu mesmo possa atuar nesse mercado de forma mais lucrativa possível.
O estudo é viável pois necessitará de pesquisas feitas na maioria em lugares dentro da cidade, para busca de informações que já se sabe que são existentes e qual a sua localização dentro dos órgãos responsáveis. Além disso, é um estudo que nunca foi feito dessa forma, englobando a atuação e os dados de órgãos públicos e privados, mostrando a integração desses trabalhos e o resultado final deles.
Este estudo trará um registro detalhado de informações sobre a divulgação do turismo de Florianópolis, sobre como ela é feita e através de onde. Os resultados dessa pesquisa serão cruciais num momento em que se percebe a real importância deste nicho de mercado na nossa economia.
A pesquisa trará embasamento para que os órgãos responsáveis possam melhorar seu trabalho em relação à divulgação da cidade para os turistas.
6 REVISÃO DE LITERATURA
Estudaremos inicialmente o site de divulgação do Estado de Santa Catarina, que nos dará uma idéia de qual é a imagem que o Governo Estadual quer passar aos usuários que acessarem a página na internet. Também analisaremos o guia da Abrasel de 2005, onde o Governador do Estado Luiz Henrique da Silveira nos ilustrará um pouco mais sobre a imagem que o governo quer vender do nosso estado. O site oficial da Santur nos mostrará de que formas o governo está divulgando o Estado como destino turístico. Já o trabalho do Governo Federal para divulgar os destinos turísticos dentro do território brasileiro é feito principalmente através do Salão do Turismo, onde se reúnem todos os estados do país para que possam se promover perante os profissionais do turismo.
A divulgação feita pela iniciativa privada está disponível em diversos sites e portais comerciais da internet, além dos materiais impressos disponível nos Balcões de Informações Turísticas espalhados pela cidade. Na SETUR os pesquisadores deverão buscar os resultados da pesquisa feita nos BITs quanto à finalidade da vinda dos turistas até Florianópolis, assim como informações sobre a finalidade da viagem de cada um deles, o tempo de sua estadia e o bairro ou praia procurado por cada turista, nos dando um balanço geral quanto aos resultados dessas divulgações.
Justamente por estarmos estudando este assunto tão amplo e dinâmico que é a divulgação de Florianópolis como destino turístico, precisaremos estar prontos para, a qualquer momento, dar novos rumos à pesquisa e revisar e testar constantemente os métodos usados em nossa pesquisa. A parte mais técnica do trabalho será baseada no livro “Metodologia da Pesquisa em Turismo e Hotelaria” de Regina Schluter, e a partir dele nós começaremos a transformar as informações e os dados coletados em gráficos que simplificarão o trabalho e tornarão seus resultados e conclusões mais acessíveis e fáceis de entender.
A obra de Carlos Meira Trigueiro, “Marketing & Turismo”, estudaremos a importância do marketing turístico para uma localidade e como ele se torna um fator importantíssimo no desenvolvimento dela. Veremos nele a estrutura dos Órgãos Oficiais de Turismo e alguns estudos de casos aplicados em marketing do turismo. A importância desse livro para o nosso trabalho também é muito importante no sentido de trazer riquíssimas informações sobre feiras e congressos turísticos; sobre operadoras turísticas de nosso país; e por último sobre as principais revistas e jornais especializados no assunto.
Já com os conhecimentos adquiridos no livro “Marketing Turístico – Um Enfoque Promocional” de Doris Ruchmann, discutiremos as características do produto turístico em estudo e a forma como ele é apresentado nas ações publicitárias e promocionais usadas pelas iniciativas públicas e privada para divulgar Florianópolis. Inclusive é uma leitura importantíssima para entendermos os veículos e os conteúdos das mensagens publicitárias em turismo, e o processo de investigação científica utilizado para a obtenção dos resultados que mais tarde servirão de base para um melhor planejamento da divulgação turística de nossa cidade. Nesse livro veremos a relação da comunicação com o turismo, noções sobre promoção de vendas e pesquisas de mercado em turismo. A leitura desta obra será crucial para entendermos a análise da oferta e da demanda e os critérios do comportamento turístico.
Através do livro “Turismo e Mídia”, de Christian Nielsen, estudaremos detalhadamente de que forma a mídia impacta nas decisões dos turistas. Veremos nele exemplos para entender a discussão sobre a mídia e seus efeitos nessas decisões, e algumas notas breves falando da eficiência da propaganda por meio de resultados de outras pesquisas. Esse livro também é importante para se identificar os tipos de turistas e que modalidades de divulgação chamam mais a atenção de cada um deles; e também quem são os principais fornecedores de informação turística e os principais mecanismos e redes usados para buscar e trocar esse tipo de dado. Um dos assuntos mais importantes abordados no livro “Turismo e Mídia” é sem dúvida o ponto de vista de quem busca esse tipo de informação e a subclassificação dos tipos de fontes. Por último, analisaremos os efeitos do excesso de informações e da má distribuição da comunicação dentro do turismo.
7 METODOLOGIA
- Buscar na biblioteca da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina os livros sobre turismo indicados na bibliografia;
- Buscar no Portal de Informações Turísticas o material impresso que estiver disponível;
- Buscar na SANTUR uma relação das realizações do Estado de Santa Catarina nos últimos 2 anos quanto à divulgação do turismo na capital;
- Buscar na SANTUR os resultados da pesquisa feita nos Portais de Informações Turísticas com os visitantes quanto à finalidade da viagem e outras informações;
- Buscar na SETUR uma relação das realizações da Prefeitura de Florianópolis nos últimos 2 anos quanto à divulgação do turismo na capital;
- Analisar os materiais coletados;
- Formular e apresentar a conclusão.
8 CRONOGRAMA:
| Etapas | Julho 2007 | Ago 2007 | Set 2007 | Out 2007 | Nov 2007 | Dez 2007 |
| Estudo dos livros sobre turismo indicados na Bibliografia | X |
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| Pesquisa em Balcões de Informações Turísticas (BIT) – Buscar Panfletos Disponíveis que falem da cidade |
| X |
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| Buscar na SANTUR uma relação das realizações do Estado de Santa Catarina nos últimos 2 anos em relação à divulgação do Turismo na capital |
| X |
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| Buscar na SETUR uma relação das realizações da Prefeitura de Florianópolis nos últimos 2 anos em relação à divulgação do Turismo na capital |
| X |
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| Procurar SETUR – ver resultados pesquisa feita com turistas nos BIT quanto a motivo da viagem, duração, bairro de destino, espectativa, etc |
| X |
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| Análise dos Materiais coletados; |
| X | X | X | X |
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| Apresentação da Conclusão |
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| X |
9 REFERÊNCIAS
1 - GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
Site de Divulgação do Estado de Santa Catarina. Disponível em <http://www.santacatarinaturismo.com.br/inter~29.htm>. Acesso em: 12 junho 2007.
2 - INICIATIVA PRIVADA. Material impresso distribuído aos turistas nos BITs
3 - MINISTÉRIO DO TURISMO. Salão do Turismo.
Disponível em <http://www.salao.turismo.gov.br/>. Acesso em: 12 junho 2007.
4 - ABRASEL - Guia da Abrasel 2005.
5 - NIELSEN, Christian, 1968. Turismo e Mídia – construção e destruição de destinos turísticos / Christian Nielsen ; tradução Edite Sciolli – São Paulo : Contexto, 2002.
6 - RUSCHMANN, Dóris - Marketing Turístico - Um Enfoque Promocional – Campinas, SP : Papirus, 1990. (Coleção Turismo).
7 - SANTUR. Site Oficial. Disponível em <http://www.sol.sc.gov.br/santur/Divulgacao.asp>. Acesso em: 12 junho 2007.
8 - SCHLUTER, Regina G. Metodologia da Pesquisa em Turismo e Hotelaria / Regina G. Schluter ; tradução Tereza Jardini. – São Paulo : Aleph, 2003. (Série Turismo).
9 - SETUR - Dados coletados nos pontos de informação turística durante o ano quanto à finalidade da visita dos turistas à cidade.
10 - TRIGUEIRO, Carlos Meira - Marketing e Turismo - Como Planejar e Administrar o Marketing Turístico Para Uma Localidade – Rio de Janeiro: Qualitymark Ed., 199