O projeto de pesquisa em questão é um estudo que visa analisar a divulgação do turismo de Florianópolis. Queremos saber o que a iniciativa privada e os governos Federal, Municipal e Estadual estão fazendo para comercializar Florianópolis, e de que forma isso está sendo feito. Também iremos atrás de dados oficiais da SANTUR e da SETUR quanto à finalidade de vinda dos turistas à capital e usaremos as pesquisas oficiais como modelo para que possamos fazer também uma versão extra-oficial da pesquisa, por amostragem, nos destinos turísticos divulgados.
Segundo o site de divulgação do Governo do Estado, a capital de Santa Catarina reúne conforto e agitação de centro urbano desenvolvido, ao mesmo tempo em que oferece oportunidades de contato íntimo com a natureza. Mar, morros e bosques de Mata Atlântica compõem um cenário deslumbrante. A herança dos colonizadores açorianos acrescenta charme e história às belas paisagens, tornando a cidade um centro de turismo internacional. Florianópolis, também conhecida como Ilha de Santa Catarina, é uma cidade especial. Quase todo o seu território fica numa ilha, apenas alguns bairros situam-se na península continental. Entre todas as cidades brasileiras, é a capital com melhor qualidade de vida do país – combina conservação do meio ambiente e do patrimônio histórico com elevadas taxas de escolaridade e renda da população, e uma boa infra-estrutura urbana e de serviços. A natureza é espetacular. Praias magníficas – são 100, de todos os tipos, desde mar grosso com grandes ondas até enseadas abrigadas – morros cobertos com vegetação de Mata Atlântica, ilhas, restingas, dunas, manguezais e lagoas. Cerca de 45 % da ilha é área de preservação permanente. A forte influência dos fundadores portugueses, e dos colonizadores açorianos, é percebida na arquitetura, na culinária e nas manifestações culturais e religiosas. Há bons hotéis, pousadas, restaurantes, shoppings, aeroporto internacional e vida noturna agitada. O turismo é uma das principais atividade econômicas do município.
O Ministério do Turismo realizou em junho de 2006, em São Paulo, o II Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, uma mostra de resultados das ações desenvolvidas pelo Programa de Regionalização do Turismo, que busca a ampliação da oferta turística nacional. O Salão do Turismo é uma estratégia de mobilização, promoção e comercialização de produtos turísticos lançado pelo Governo Federal em 2004. O Salão do Turismo – Roteiros do Brasil teve um público visitante de 109,4 mil pessoas nos 5 dias do evento. Já a divulgação feita pela iniciativa privada é feita principalmente através de mapas da cidade onde a publicidade banca os custos da produção deste material, depois que os turistas já chegaram nos BITs em diversos sites e portais comerciais da internet. A SANTUR, órgão estadual, apóia a elaboração de Circuitos Turísticos Integrados, a partir de temas especializados, e atua junto aos principais mercados emissores do Brasil e do Cone Sul da América, através das seguintes estratégias: Ação com jornalistas especializados em turismo e economia; Visitas aos agentes de viagens; Participação nos principais eventos da atividade; Distribuição de material promocional em shoppings centers e aeroportos; Encontros comerciais. A SETUR basicamente mantém os Balcões de Informações Turísticas, chamados por nós de BITs, onde são distribuídos os panfletos e mapas feitos tanto por órgãos governamentais como por iniciativa privada, e mantém funcionários prontos para receberem os turistas e orientá-los pessoalmente sobre o que podem fazer na cidade e como chegar lá.
O governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, enfatiza em sua declaração no Guia da ABRASEL de 2005 as nossas belezas naturais, mas o enfoque principal em sua carta é facilmente perceptível: a possibilidade de investimentos no mercado do turismo e do lazer. Fala da qualidade dos empreendimentos e da competência dos empreendedores, capazes de erguer grandes hotéis, dos parques temáticos e também dos centros de convenções e exposições, hoje em dia o um dos mercados mais visados na cidade de Florianópolis.
Durante o inverno, essa gigantesca rede de hotéis, bares, restaurantes e parques sofre uma considerável diminuição no número de clientes, e é nessa hora que o turismo de eventos mostra a que veio. A grande quantidade de hotéis com centros de convenções, e de empresas prestadoras de serviços de alimentação, limpeza, hospedagem, transporte e organização de eventos que sobrevivem graças a esse mercado durante a baixa temporada corroboram a importância deste estudo.
O turismo da capital, por ser divulgado tanto pelos governos municipal e estadual quanto pela iniciativa privada, necessita de um estudo detalhado sobre o que cada um deles faz em prol da divulgação do turismo na capital, e ver que efeitos foram causados pela atuação de todos eles. O objetivo disso é justamente compilar estudos das universidades da região à respeito do turismo e de sua divulgação, buscar dados governamentais fazer uma pequena pesquisa por amostragem nos locais mais visitados, para cruzar com os dados oficiais.